terça-feira, 29 de novembro de 2005

Free food!

O telefone tocou aqui em cima: tinham cancelado uma reunião e por isso havia muita comida lá em baixo, na cozinha. Em 2 minutos estava uma multidão de trabalhadores, tudo de prato na mão a tirar sandes, camarões, amendoins, meloa, ananás... E eu lá no meio, claro!

E agora aqui estou, a estudar qual a melhor maneira de fazermos uma recolha estatística sobre os nossos residentes, mas já com a barriga cheia. De borla!

domingo, 27 de novembro de 2005

Ainda o trabalho

Desculpem o meu último post algo pretensioso, eu só queria mostrar como eles aqui se esforçam por dispor das condições materiais para que os trabalhadores se sintam bem. Além disso, há um grande à-vontade entre todos: desde a recepcionista até ao director, todos se tratam pelo nome e não poupam nos sorrisos.
O edifício onde trabalho é o da esquerda, e estou mesmo junto à janela do meio, no último andar de cima. Levei a máquina fotográfica na sexta mas não tive lata de a usar dentro do escritório. Talvez daqui a uns dias...
A primeira tarefa que me deram foi a de reformular os "service standards", que é um documento onde a associação se compromete com os seus clientes a prestar os serviços dentro de determinados parâmetros: fazer reparações em x dias, responder às queixas em x tempo, arrendar as casas em determinadas condições ou consultar as pessoas sobre este ou aquele assunto. A coisa deve ser o mais pormenorizada possível, o que vai até ao ponto de se dizer que "o telefone será atendido dentro de 7 toques"!
De resto, estou cada vez mais integrado, já faço conversa com os coleguinhas e até já fui convidado para uma tea party na terça, em casa de uma das colegas.
Por tudo isto, ainda estou no estado de graça, em que vou para o trabalho com vontade, ainda que a tiritar de frio...

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Regalias

Hoje de manhã a responsável pelos Recursos Humanos esteve-me a explicar os benefícios a que eu tinha direito: um seguro de saúde, que paga 50% das despesas com serviços não abrangidos pelo sistema de saúde público (que é gratuito); o ginásio (com piscina!), que fica na mesma rua do trabalho; um serviço telefónico 24 horas de "apoio psicológico", caso esteja com problemas no trabalho ou na vida pessoal.
Além disso, tenho os meus "progressos" no trabalho são avaliados pelo meu superior hierárquico, com quem vou discutindo os meus objectivos pessoais e a formação que preciso para os atingir. Se no final do ano tiver conseguido bons resultados, recebo um bónus que pode ir até 5% do salário anual.
Outra regalia importante é o facto de a minha secretária estar encostada à janela e eu poder disfrutar da vista...

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Primeiro dia

Caminhei pelo frio uns bons 15 minutos, até à estação de Camden Road. O comboio estava mesmo a chegar, e vinha cheio, mas ainda deu para ir sentado. Como tinha dado algum tempo a mais para o caminho, por ser o primeiro dia, cheguei ao trabalho meia hora antes.
De manhã, a directora do meu departamento esteve a explicar-me (durante 2 horas!) como estava organizada a housing association, mas ainda não consegui perceber especificamente que tarefas vou estar a fazer. Só sei que nas próximas semanas vou estar "em formação", o que implica pesquisar bastante, acompanhar alguns dos trabalhadores (desde fazer visitas às casas a estar um bocado na recepção) e até ir a algumas aulas noutros sítios. Parece muito interessante!
Depois apresentou-me a todos os que trabalham no edifício, que devem ser uns quarenta, quase todos ingleses. Finalmente vou aprender a falar bem!
Eu estou no último piso. Partilho a sala com outro rapaz e duas raparigas, da minha idade ou pouco mais velhos, e há depois três gabinetes para os nossos superiores. O ambiente é muito bom, as pessoas vão fazendo comentários, oferecem-se para fazer café e chá, e há até uma gaveta - que me vou esforçar por não abrir muitas vezes - com bolachas e biscoitos!
Hoje comi só uma sandes comprada no supermercado mais próximo, mas nos próximos dias posso comprar refeições já prontas, porque no trabalho há uma cozinha com micro-ondas e mesas.
À tarde estive a ler, coisas genéricas sem grande interesse, e também me puseram o computador a funcionar. Já tinha recebido um mail sobre a festa de Natal da empresa, que vai ser uma almoçarada num hotel seguida de disco (uma matiné!!).
E às 5h05 já era o único no meu andar, por isso resolvi vir-me também embora!

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Está quase!

Já cá estou! Pela primeira vez em muitas viagens, deixei uma Lisboa cinzenta para aterrar em Londres com céu azul. Mas já muito frio!
Apesar de cansado de uma noite mal dormida, pedi o The Independent à entrada do avião e comecei a ler. Li, por exemplo, que aqueles autocarros velhinhos de dois andares, em que se entra por trás, vão sair de circulação daqui a 2 semanas (ficam só os de dois andares modernos).
Mas o pior foi quando cheguei a uma página que tinha 3 problemas de sudoku, o jogo do momento. Para quem não sabe - e também só me explicaram há 2 dias como se joga -, é uma espécie de palavras cruzadas mas com números. Tentei primeiro o "fácil", e rapidamente tinha o jogo todo mal, com números a repetirem-se onde não deviam. Depois fui ao "intermédio", e aconteceu o mesmo. Já estava prestes a desistir (é mesmo daqueles jogos enervantes, mas que facilmente vicia), quando resolvi tentar o "difícil".
Um parêntesis aqui para dizer que sempre tive muita paciência para coisas inúteis, como fazer listas de tudo e mais alguma coisa, ou procurar gente conhecida na lista telefónica (mesmo que seja um Silva ou Santos).
Foi então que resolvi ir, quadrado por quadrado (e são 81!), ver todos os números que seriam possíveis de pôr em cada um, e depois segui, linha por linha, horizontal e vertical, a ver o número que não se repetia noutros quadrados, ou seja, aquele que só poderia ser num específico.
Bem, esta explicação é chinês para quem nunca experimentou jogar, mas o resultado foi, não só a transformação de um jogo de lógica num mero jogo de paciência (agora dá para acertar sempre) e, bem pior que isso, uma dor de cabeça até ao fim do dia.
Por isso, e contrariando os meus horários habituais, vou-me deitar às onze da noite (cedíssimo!) para amanhã estar fresco no meu primeiro dia de trabalho!

domingo, 20 de novembro de 2005

Portugal no Mundo

Comecei hoje a participar no blog Portugal no Mundo, que reúne os comentários de vários jovens emigrantes sobre a vida fora do nosso querido país.
Não deixa de ser estranho: eu, que nunca tive a ambição de ir para o estrangeiro, acabo por ir e ficar mais tempo do que esperava. Há umas semanas, antes de vir a Portugal, questionava-me seriamente se estaria a fazer a escolha certa. Por muito giro que seja Londres e o trabalho lá, sei que o meu lugar é aqui. Se dúvidas houvessem, confirmei-o nestas duas semanas de intensa vida social por cá.
Mas ao mesmo tempo sinto que ainda tenho muitas crónicas de Londres para escrever, e tenho muita vontade de voltar para lá e de começar a trabalhar! É mais uma etapa da vida...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Os prazeres da carne

Nesta estadia em Portugal, tenho-me desforrado na carne. Tenho comido quase sempre bifes, costoletas, picanha e até uma francesinha! Não me posso queixar de comer mal em Londres, mas falta-me o bife com batatas fritas de cá. E nem é preciso ir ao supermercado, já aparece tudo no prato!
Outra coisa que tenho aproveitado é a hora de almoço. Cá, apesar de haver muita gente a comer uma sopa e um rissol ao balcão, todos têm a oportunidade de ir ao restaurante e, por 5 ou 6 euros, comer um prato, às vezes até com sobremesa. E o almoço se prolonga por mais 10 ou 20 minutos, ninguém se preocupa muito. Eu sei que isto não abona muito em favor da produtividade nacional, mas para o amigo que está de visita e quer pôr a conversa em dia, dá muito jeito!
Os londrinos não têm este ritual para almoçar. Normalmente, vão comer uma sandes ou uma salada e voltam para o trabalho. Quando o clima está melhor, sentam-se a comer nos muitos parques da cidade, o que tem muita piada. Mas como agora os termómetros já descem abaixo dos 10ºC, o que me espera para a semana é mesmo a bela da sandocha comprada no supermercado e comida à pressa. E sem Sumol laranja...

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Procissão

Já passaram alguns dias, mas queria mesmo escrever sobre isto. Foi impressionante participar na procissão do passado sábado, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima a percorrer as principais ruas de Lisboa, e a terminar com a consagração da cidade à Virgem. Segundo o DN, estiveram presentes 500 mil pessoas. Desta vez não encontrei só "os do costume", os papa-beatices como eu. Havia pessoas de todas as idades e classes sociais, e muitos vindos de fora de Lisboa. Foi bonito.

Depois da procissão, a imagem ficou toda a noite na igreja de S. Domingos, no Rossio. O ambiente naquela igreja é sempre espantoso. As marcas do incêndio que teve, a contrastar com a imponência do espaço, dão-lhe uma atmosfera especial. Mas fiquei surpreendido quando fui lá às 3 da manhã (a hora que tocou ao MSV animar) e a igreja estava cheia, num silêncio de recolhimento, apenas interrompido pelos cânticos suaves dos muitos jovens presentes.

É uma responsabilidade de cada um cuidar da sua vida espiritual e da sua relação com Deus, mas ajuda muito sentirmo-nos parte de uma comunidade maior que é a Igreja. Dentro da qual se formam muitas comunidades mais pequenas. No meu caso, a paróquia da Costa da Caparica, o MSV e a capelania universitária de Londres.
Foi uma alegria ver a cidade onde nasci rendida Àquela que deu à luz Jesus. E mesmo já sem as velas, a iluminação da Avenida da Liberdade lembra-nos que vamos celebrar mais uma vez esse acontecimento!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Em Portugal

Tenho muito para escrever. Mas aqui não paro. Escrevo já.

terça-feira, 8 de novembro de 2005

É bom estar cá!

É bom caminhar pela por Lisboa num dia frio, com sol e céu azul.
É bom receber um convite da Ana Sofia para lanchar e ficarmos à conversa.
É bom ir à Loja do Cidadão renovar o passaporte em "época baixa", e sair despachado num abrir e fechar de olhos.
É bom ir pela Rua Augusta, sentir o cheiro a castanha assada e encontrar uma amiga da faculdade que já não via há anos.
É bom poder telefonar às pessoas e poder mandar mensagens sem ter de ir ao computador.
É bom ter boleia para ir e outra para vir.
É bom ter sempre pão fresco, com manteiga e doce.
É bom tocarem à porta e ser a Joana, a chegar do trabalho, só para dizer olá.
É bom ir conhecer a casa nova do Vasco e ficar à conversa no sofá.
É bom ter cá a Mafalda até à 1 da manhã, porque se esqueceu da chave de casa.
Gosto muito de estar em Londres, mas é MUITO bom estar em casa!

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Vou a Portugal!

Recebi finalmente a carta do meu trabalho com o contrato definitivo. Trazia algumas boas notícias, como o horário de trabalho (das 9h às 17h) e a oferta da inscrição num ginásio (vou ter de aproveitar!), mas a notícia (em termos económicos) de que só começo a trabalhar no dia 23 de Novembro.
O que fazer nestes 20 dias que me sobram? Noutras condições (com dinheiro e companhia), iria viajar pelo mundo, mas agora o que me sabe mesmo bem é dar mais um pulinho a Portugal, por 2 semanas! Vou na segunda, e regresso dia 22.
Vou ver o meu sobrinho (e sobrinhas, e toda a família), ajudar o Vasco e o Pedro nas mudanças, festejar os anos da Mafalda e da minha irmã, quem sabe dar um salto à Golegã (e não é que rimou?), comer castanhas assadas e beber jeropiga, participar no arranque do MSV, pôr a conversa em dia, ver o mar, saborear a comidinha da mamã, e o mais que me apetecer!
E depois volto cheio de força para o trabalho! E é só um mês, por sinal cheio de visitas, e depois é Natal!

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Já sou um Master!!

Results for: Tiago Manuel Mesquita TAVARES
Student no: 200408411
Award sought: MSc in Social Policy and Planning
Classification obtained: Pass with Merit

Legenda:
Pass = Suficiente
Pass with Merit = Bom
Pass with Distinction = Excelente

É hoje!

À noite vou a um concerto da Mariza no Barbican, aqui em Londres.
O meu bilhete foi oferta de alguns amigos nos meus anos (obrigado!!). Comigo vão também a Margarida e o Chris, e o Eduardo.
Apesar de ter no computador todos os álbuns, nunca a vi ao vivo, mas já me contaram que ela tem uma presença em palco muito forte, por isso a expectativa é grande!

Boas notícias

Cansado de esperar, telefonei para o meu (futuro) trabalho. Disseram-me que já tinham recebido a carta do MSV, e que assim sendo "o processo estava completo". Agora só tinham de decidir a data para eu começar, de maneira a que eu tenha alguma coisa para fazer quando lá chegar. Começo a cansar-me de tanta demora... De qualquer maneira, é mais um avanço.
A outra boa notícia é que não vou ter de usar fato. Como tinha a dúvida, perguntei directamente e ele disse "casual" (ou seja, calças e camisa bastam).

terça-feira, 1 de novembro de 2005

Os Três Mosqueteiros

Conhecemo-nos com 10-12 anos. Durante os anos decisivos da adolescência, fomos vizinhos, colegas de turma e de carteira, companheiros de futebol e de praia, ouvintes de desabafos e cúmplices de má língua. A certa altura auto-denominámo-nos "três mosqueteiros", o mesmo é dizer melhores amigos. Cada um com feitio diferente, mas um percurso forte em comum.
Hoje o Pedro está casado e trabalha em consultoria, o Vasco para lá caminha (digo eu) e trabalha em turismo. E eu, solteiro e emigrante.
Tal como eu mudei de casa há pouco, o Pedro e o Vasco vão mudar de casa nos próximos dias. O Pedro para a Estrada da Luz, o Vasco para Santo António, a 5 minutos da minha casa.
Custa-me estar longe e não poder ajudá-los nas pinturas e nas mudanças. Mas vou-me mantendo a par e tento mostrar-me sempre próximo. Como o faço agora, aqui.
Ficam prometidas para Dezembro duas grandes jantaradas. E quando puderem vir, cá vos espero!

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Ponto da situação

Porque é que ainda não tás a trabalhar?, perguntam vocês.
A carta de referência do meu professor já chegou. A carta do MSV foi mandada na segunda em correio azul e ainda não chegou. Normalmente demora 2 dias, em correio normal. Estou com azar. Se não tiver chegado na segunda, vou pedir para a enviarem de novo. Ou por fax.
Assim que eles cá recebam essa carta, posso começar logo a seguir. Está quase!

Isto não é o da Joana!

Cada vez a blogosfera se torna mais rica!
Saúdo o nascimento do Isto não é o da Joana, escrito por duas boas amigas.
A Joana Haderer foi da minha turma entre o 7º e o 12º ano. Ambos tínhamos a ambição de ser jornalista, mas eu optei por um caminho menos direito (o Direito), de tal maneira que acabei por me desviar (até um dia, quem sabe). Ela estudou Ciências da Comunicação na Nova e hoje é uma promissora jornalista da Lusa. Pelo que lhe conheço, não tenho dúvidas que vai ter um brilhante percurso!
A Joana Mota é minha amiga desde os 6 anos! Da 1ª classe ao 12º fomos sempre da mesma turma, ou pelo menos da mesma escola. Moramos a dois passos de distância e já partilhámos inúmeros programas, lanches e jantares, idas à praia, férias, natação, compras de prendas para os amigos, etc etc. É hoje consultora informática na Deloitte, mas cheira-me que em breve vai dar o salto para o estrangeiro.
Agora escrevem as duas, "sobre tudo e sobre nada", e eu vou ser um leitor assíduo!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Vou à Colômbia!

Ainda não comecei a trabalhar mas já tenho destino de férias para Julho de 2006: Colômbia, ou quem sabe Colômbia + Guatemala.
Isto porque acabei de saber que a minha amiga Catalina vai casar nessa altura, em Bogotá. E claro que nós temos de estar presentes! E de preferência chegar a tempo de fazer uma última "festa do queijo e vinho", em versão despedida de solteira.
O nosso grupo tinha feito uma aposta sobre a data do casamento, e a Natália foi quem mais se aproximou. O mais afastado foi o Eduardo, que por isso vai ter que pagar a todos algumas rodadas de aguardente colombiana.
E a julgar pela dança e animação das festas colombianas aqui em Londres, imagino como será um casamento!

Se eu fosse uma figura do Principezinho...

terça-feira, 25 de outubro de 2005

"Casamento arranjado"

Na Índia, ainda hoje é comum a prática dos casamentos arranjados pelas famílias. Mas já não é tanto aquela história de estar decidido desde a infância que X vai casar com Y. O que acontece é que, quando uma pessoa passa dos 25 anos e ainda está solteira, a família começa a pressionar para que se case, e colabora activamente na busca do parceiro.
No caso da Nayan, que até vem de uma família instruída e "descontraída", essa é uma das razões para querer cá ficar mais uns tempos. Para além de poder arranjar cá um trabalho melhor, sabe que quando voltar para Bombaim o casamento vai estar na ordem do dia.
Ora, acontece que eu fui apanhado no meio desta novela. Como ainda não estou a trabalhar, de vez em quando tenho saído a passear com o pai dela, que está cá de visita. Vamos caminhando pela cidade, e há sempre um momento em que ele me convida a tomar uma cerveja. E assim temos tido óptimas conversas, sobre culturas, religiões, negócios e... amor.
Pai zeloso, o senhor Pankaj encontrou em mim um bom partido para a filha, e por isso a cada passo sai-se com uma pergunta mais directa, tipo quantos filhos eu quero ter ou o que faria se me casasse com uma estrangeira. E eu faço-me de desentendido e mudo de assunto...
Em primeiro lugar, embora ela seja gira e inteligente, e nos estejamos a dar muito bem, não estou para ali virado: não tenho feeling e há uma série de barreiras culturais pelo meio. Ainda que estivesse, não precisava de intermediários para tratar de um assunto deste nível.
Mas sempre nos vamos divertindo, o Eduardo e eu, com algumas indirectas pouco subtis que o senhor me vai mandando. Como ainda hoje, à mesa: if you like good food, you should marry a Indian woman!

domingo, 23 de outubro de 2005

Fim-de-semana

Enquanto não começo a trabalhar, só vos posso contar como é um fim-de-semana normal por estas bandas:

  • lida da casa - limpar a fundo as casas de banho (tarefa que, dada a minha desenvoltura, me demorou tanto como ao Eduardo limpar todo o andar de baixo), lavar a loiça, passar a ferro;
  • vida social - jantar cá em casa com um casal de chilenos na sexta, ir tomar um copo a um bar mexicano em Angel no sábado;
  • cultura - ver o filme Cidade de Deus pela terceira vez;
  • turismo - passeio junto ao rio, do lado sul - Vauxhall, London Eye, Waterloo;
  • gastronomia - sandes de atum, tostas de milho e cogumelos, pasta com queijo e ovo, muitos snacks indianos;
  • espiritualidade - missa na Newman House, a residência católica;
  • actividades físicas - introdução ao ioga, por Nayan e Pankaj Parekh (já deu para perceber que elasticidade não é comigo!).

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Só um pedido...

Que Cavaco ganhe logo à primeira volta, porque isto de ir a Portugal votar sai caro! Claro que é um bom pretexto para encontrar a família e os amigos, mas quando acontece 2 semanas depois das férias de Natal, nem dá tempo para ganhar saudades...
A alternativa era passar os meus registos para cá, basicamente o BI, e depois recensear-me no Consulado, mas como a estadia vai ser curta acho que não vale a pena. E é sempre giro voltar à escola primária para votar.
Cavaco terá o meu voto. Cresci a ir aos seus comícios na Cidade Universitária e na Fonte Luminosa, em 87 e 91, embora na altura dissesse ser do CDS, para ser do contra. Reconheço que Cavaco foi um óptimo primeiro-ministro, honesto e determinado, embora às vezes arrogante. É uma pessoa com competência profissional reconhecida, muito para lá da política. Além disso, está mais próximo dos meus valores que qualquer dos candidatos maçons do PS.

Coisas para fazer durante as "férias"

Passear pela cidade e descobrir novas lugares
Arrumar o quarto
Ler
Escrever para o Brasil
Preparar o programa da visita dos meus pais
Fazer lista de prendas de Natal e ir espreitando as lojas
Actualizar o site da família
Ir assistir a um debate no Parlamento (amanhã!) ou um julgamento
Procurar receitas de cozinha

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Em resposta à Joana...

A cerimónia é mesmo à americana, pelo menos na roupa! Tenho de alugar (por cerca de 50€) uma toga preta, chapéu quadrado preto e um colar preto e amarelo. A cerimónia demora 1 hora e tem uns discursos, ao que se segue a leitura do nome dos que completaram o curso. Na minha cerimónia devem estar uns 500 alunos de Master, por isso não pode ir cada um buscar o seu diploma, apenas dizem os nossos nomes. No fim há comes e bebes para todos.

Quanto à "pergunta do momento", telefonaram-me agora mesmo. Pelos vistos o processo de conferir as minhas referências demora um pouco mais do que eu pensava, porque é feito por escrito (carta pra lá, carta pra cá). Por isso a rapariga da agência disse que eu devia começar dentro de algumas semanas. Suponho que duas, não deve ser mais que isso. Espero!

Pais a caminho!

Estou muito contente!
Reservei ontem a passagem para os meus Pais virem cá em Dezembro. Vêm para a minha cerimónia de entrega de diplomas (dia 15) e aproveitam para conhecer Londres nessa semana, de 10 a 18.