terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Amesterdão

Cheguei há poucas horas de Amesterdão, onde estava desde sábado com 4 amigos portugueses. Como cá não há feriado de Carnaval, preferi poupar um dia de férias e já vir hoje trabalhar - e tem a sua graça a possibilidade de estar a dançar às 2 da manhã num bar holandês e 9 horas depois estar sentado à secretária em Londres (irresponsável, eu?...).

É uma cidade bonita, sem dúvida. Os seus muitos canais, o colorido das fachadas e as pessoas de bicicleta dão-lhe um toque de alegria. Mas ao menos tempo tem o seu quê de deprimente: a luminosidade cinzenta do céu, as meninas nas montras do Red Light District e a pouca gente na rua depois do fim da tarde.


Foi bom sentir-me em casa. Não só porque ficámos na excelente casa de um amigo do João e pudemos estar mais à vontade, mas sobretudo porque o grupo era muito especial, só de pessoas que eu conheço (e me conhecem) muito bem: a Mafalda, a Inês, a Francisca e o João.

Foi bom ver a conversa fluir espontaneamente e (quase) sem tensões, e bom ver que a nossa entrada no mundo do trabalho, cada um em áreas diferentes, gera novos interesses a explorar. E também permite olhar um pouco menos para os preços na ementa (ainda assim foi difícil encontrar sítios mais baratos!).

Depois de visitarmos o Museu Van Gogh e a casa de Anne Frank, de atravessarmos as ruas de comércio e pedalarmos pela cidade, guardámos a segunda-feira para passear de carro pelo sul do país. Aproveitando o facto de as cidades serem pequenas e próximas entre si, fomos a Delft, Rotterdam e Utrecht, e ainda deu para ir ver como são os diques. Com direito a parar para comer poffertjes, a pedir à pelintra para comer as sandes que trazíamos de casa num café de Roterdão e acabar a jantar num restaurante onde o cozinheiro era português.

Para terminar em beleza (eu, que os restantes ainda por lá estão neste momento), tivemos de ir festejar a noite de Carnaval. Eu tinha visto o anúncio de uma festa num bar brasileiro, só que quando lá chegámos percebemos que era noutro dia. Tivemos de ir à procura de outro poiso, mas estava tudo muito morto. Lá encontrámos um pub que tinha música mas estava quase vazio, e o João, que não gosta nada de falar com desconhecidos, foi para a porta chamar as pessoas que iam passando na rua. Em poucos minutos tínhamos o lugar por nossa conta, com as músicas que pedíamos, e ainda deu para repetir a brincadeira noutro bar ao lado.


E depois destes dias intensos, num ambiente que já me fazia falta, confesso que me custou voltar para Londres.

2 comentários:

inocas disse...

Foi muito giro mesmo!!

Diogo Alvim disse...

Já tou a imaginar a Inês e a Xica ganzadas a cair para o lado...
Deve ter sido giro, deve!