segunda-feira, 30 de julho de 2007

Beto, o escuteiro

Ontem na missa o padre dizia que um cristão que não praticasse a hospitalidade não poderia considerar-se verdadeiramente cristão. Para compensar outras falhas, esta é uma virtude que me sai naturalmente.
Vem isto a propósito da curta visita do Beto, um escuteiro mexicano que veio para o encontro mundial que marca o centenário da fundação dos escuteiros por Baden Powell. Ele ia visitar Londres num dia, antes de se juntar aos companheiros, e buscava um sítio para dormir. E como era amigo duns amigos duns amigos (!!) da Maria, contactou-a; e como ela não podia, pediu-me a mim. E eu claro que disse que sim, agora que até estou mais à vontade para dispor da casa.
E lá me apareceu o Beto, às 6h30 da manhã de quinta-feira passada. Apesar da hora, fartámo-nos de conversar logo ao pequeno-almoço. Apesar de não nos conhecermos de lado nenhum, as perguntas pessoais "de rajada" sucederam-se com naturalidade (para os que conhecem, estilo João Raposo, estão a ver?), por isso num instante ganhámos confiança. Fico bem mais à vontade com este registo de conversa do que com a abordagem "com pinças" que tenho de fazer aos ingleses - longe de mim perguntar-lhes com quem vivem ou o que fazem os pais!
À noite encontrámo-nos no centro para uma caminhada, jantar e uma jola num pub. Fiquei a pensar como teria sido se eu tivesse continuado nos escuteiros, em vez de desistir após 1 ano. Pelo menos ter-me-ia livrado mais cedo de algumas esquisitices que me acompanharam na juventude, tipo não beber do copo dos outros ou nunca comer sem antes lavar as mãos.
Na manhã de sexta o Beto foi juntar-se ao grupo, rumo ao Jamboree. Deixou-me uns recuerdos da sua cidade, Puebla, e uns doces típicos. Agora já tenho 2 pessoas a visitar no México...

1 comentário:

Diogo Alvim disse...

Hiii! Eu ouvi dizer que ia haver em Inglaterra o tal mega-Jamboree dos 100 anos do BP! Correu bem?